Reserva Ovariana: entenda o que é e como avaliar

Ampulheta com areia preta, a maior parte na parte superior, em um fundo azul-claro, simbolizando a passagem do tempo da reserva ovariana.

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A reserva ovariana é um tema fundamental para quem está pensando em engravidar. Mas afinal, o que ela significa e por que tem tanta importância no planejamento da fertilidade?

Neste texto, a Dra. Alessandra Machado de Matos, médica do corpo clínico do Fivmed, explica de forma clara e objetiva tudo o que você precisa saber sobre o assunto.

O que é a reserva ovariana?

A reserva ovariana corresponde à quantidade de folículos que uma mulher possui dentro dos ovários. Esses folículos são estruturas que contêm os óvulos, ou seja, representam o potencial reprodutivo da mulher em determinado momento da vida.

Como explica a Dra. Alessandra Machado de Matos, médica e diretora do Fivmed:

“Reserva ovariana é a quantidade de folículos que uma mulher possui dentro dos ovários. Folículos são aquelas células que contêm os óvulos dentro.”

Essa reserva é definida desde o nascimento e diminui naturalmente com o passar do tempo, principalmente a partir dos 35 anos. Por isso, avaliá-la pode ser um passo essencial em casos de dificuldade para engravidar ou para quem deseja entender melhor a própria fertilidade.

Como é feita a avaliação da reserva ovariana?

Existem três formas principais de avaliar a reserva ovariana. Todas elas são exames acessíveis e indicados conforme a história clínica de cada paciente. Confira abaixo:

1. Contagem de folículos antrais

É um exame feito por ultrassonografia transvaginal no início do ciclo menstrual, geralmente entre o 1º e o 3º dia da menstruação. Durante o exame, o médico conta quantos folículos antrais estão visíveis nos ovários.

Essa contagem oferece uma boa estimativa da quantidade de óvulos disponíveis para um possível tratamento ou tentativa natural de gravidez.

2. Dosagem do FSH

O FSH é um hormônio medido por exame de sangue no 2º ou 3º dia do ciclo menstrual. Quando está abaixo de 10, normalmente indica uma reserva ovariana preservada.

Embora outros hormônios também possam ser avaliados, o FSH é o principal nesse contexto, por refletir a comunicação entre o cérebro e os ovários.

3. Dosagem do hormônio antimülleriano (AMH)

O AMH é outro hormônio medido no sangue, mas, diferente do FSH, não depende do dia do ciclo menstrual para ser dosado. Ele costuma ser solicitado junto com o FSH e ajuda a complementar a avaliação da reserva ovariana.

Valores mais baixos indicam uma reserva reduzida, enquanto valores mais altos sugerem uma quantidade maior de folículos.

Por que a reserva ovariana é importante?

A imagem simboliza a reserva ovariana, com as bolas azuis representando a quantidade de óvulos que diminui naturalmente com o tempo.
A avaliação da reserva ovariana ajuda a prever a resposta a tratamentos de fertilidade e o tempo fértil restante, auxiliando no planejamento reprodutivo.

A avaliação da reserva ovariana permite entender melhor como o corpo da mulher pode responder a tratamentos de estimulação hormonal, como os usados em ciclos de fertilização.

“Essa avaliação é uma forma de ter uma ideia de como seria um tratamento, como essa mulher responderia ao estímulo hormonal… e também dá uma perspectiva de menopausa, de término da função ovariana”, afirma a Dra. Alessandra.

Com o aumento da idade em que muitas mulheres decidem tentar engravidar, é comum encontrar pacientes com baixa reserva ovariana acima dos 35 anos. Por isso, esse tipo de acompanhamento pode ajudar na tomada de decisões mais conscientes e no planejamento de possíveis estratégias de reprodução assistida.

Avaliação individual e orientação especializada

Cada mulher tem um histórico único. Por isso, contar com um acompanhamento especializado faz toda a diferença. A equipe médica do Fivmed está preparada para oferecer avaliações completas, diagnósticos precisos e um plano de cuidado individualizado para quem deseja compreender e preservar sua fertilidade.

Se você está pensando em engravidar ou quer saber mais sobre sua reserva ovariana, agende sua consulta com nossos especialistas. E, para se aprofundar ainda mais no tema, assista ao vídeo completo da Dra. Alessandra Machado clicando aqui.

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