Infertilidade secundária é a dificuldade para engravidar novamente após uma gestação anterior, independentemente de ela ter acontecido de forma natural ou por meio de tratamentos de reprodução assistida. Embora seja uma condição relativamente comum, muitas pessoas desconhecem sua existência ou acreditam que, por já terem um filho, uma nova gestação acontecerá naturalmente.
Essa percepção faz com que muitos casais adiem a busca por ajuda especializada e convivam por meses (ou até anos) com dúvidas, frustrações e expectativas.
Nesse cenário, nós da equipe Fivmed preparamos um artigo completo para explicar o que é a infertilidade secundária, quais podem ser as suas causas, quando é o momento certo para investigar e quais são as possibilidades de tratamento. Confira a seguir:
O que é infertilidade secundária?
Em primeiro lugar, é preciso considerar que a infertilidade secundária ocorre quando um casal encontra dificuldade para engravidar novamente após uma gravidez anterior. Essa gestação anterior pode ter resultado no nascimento de um filho ou não, desde que tenha havido uma gravidez confirmada.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, ter engravidado uma vez não garante que a fertilidade permanecerá a mesma ao longo dos anos. O organismo muda, a idade avança e novas condições de saúde podem surgir, tanto na mulher, quanto no homem.
A infertilidade pode aparecer mesmo depois de uma gravidez?
A resposta é sim, visto que a fertilidade não é uma característica permanente. Ela pode sofrer alterações ao longo da vida por diferentes fatores, mesmo em pessoas que nunca tiveram dificuldades para engravidar anteriormente.
Em muitos casos, a mudança acontece de forma gradual e silenciosa, tornando a investigação médica fundamental quando uma nova gestação demora mais do que o esperado.
Quais são as causas da infertilidade secundária?
A infertilidade secundária pode estar relacionada a fatores femininos, masculinos ou à combinação de ambos.Entre as causas mais frequentes estão:
Idade materna
O envelhecimento reprodutivo é um dos principais fatores relacionados à redução da fertilidade feminina. Com o passar dos anos, ocorre uma diminuição natural da quantidade e da qualidade dos óvulos, especialmente após os 35 anos.
Alterações hormonais
A presença de distúrbios hormonais pode interferir na ovulação e dificultar uma nova gestação. Entre eles, estão: alterações da tireoide, hiperprolactinemia e outras condições que afetam o funcionamento do ciclo menstrual.
Endometriose
Mesmo quando não estava presente durante a primeira gravidez, a endometriose pode surgir posteriormente e comprometer a fertilidade.
Além das dificuldades para engravidar, a doença pode causar cólicas intensas, dor durante as relações sexuais e alterações intestinais ou urinárias.
Alterações nas trompas
A presença de infecções, cirurgias ginecológicas ou processos inflamatórios pode comprometer o funcionamento das tubas uterinas, e, portanto, dificultar o encontro entre óvulo e espermatozoide.
Alterações na fertilidade masculina
A investigação da infertilidade secundária não deve se limitar à mulher. Com o passar do tempo, o homem também pode apresentar mudanças importantes na qualidade do sêmen.
Sendo assim, condições como varicocele, alterações hormonais, infecções, uso de testosterona, tabagismo, obesidade e outros fatores podem reduzir a fertilidade masculina.
Por isso, a avaliação do casal é sempre essencial.
Quais sinais merecem atenção?
Nem sempre a infertilidade secundária apresenta sintomas específicos.
No entanto, algumas situações podem indicar a necessidade de investigação, como:
- dificuldade para engravidar após um período de tentativas;
- ciclos menstruais irregulares;
- cólicas menstruais intensas;
- diagnóstico de endometriose;
- cirurgias ginecológicas anteriores;
- alterações no espermograma;
- histórico de doenças que possam afetar a fertilidade.
Mesmo na ausência desses sinais, a investigação pode ser indicada quando a gestação não acontece dentro do tempo esperado.
Quando investigar a infertilidade secundária?
De acordo com as recomendações médicas, o casal deve procurar avaliação especializada quando:
- a mulher tem até 35 anos e o casal tenta engravidar há mais de 12 meses;
- a mulher tem mais de 35 anos e as tentativas acontecem há mais de 6 meses.
Em algumas situações, a investigação pode começar antes desse período, principalmente quando já existe diagnóstico de endometriose, baixa reserva ovariana, alterações seminais ou outras condições conhecidas.
Quanto mais precoce for a investigação, maiores são as possibilidades de identificar a causa da dificuldade e planejar o tratamento mais adequado.
Como é feita a investigação?
O primeiro passo é uma consulta detalhada, na qual o médico avalia o histórico clínico e reprodutivo do casal.
A partir dessa avaliação, podem ser solicitados exames como:
- ultrassonografia transvaginal;
- avaliação da reserva ovariana;
- dosagens hormonais;
- espermograma;
- exames complementares masculinos, quando necessários;
- avaliação das trompas e da cavidade uterina;
- Entre outros.
Cada investigação é personalizada de acordo com as características de cada casal.
Existe tratamento para infertilidade secundária?
Sim, existe! O tratamento depende da causa identificada durante a investigação. Em alguns casos, mudanças no estilo de vida ou tratamentos clínicos podem ser suficientes. Em outros, podem ser indicadas técnicas de reprodução assistida, como por exemplo indução da ovulação, inseminação intrauterina e fertilização in vitro (FIV).
A escolha do tratamento sempre deve ser individualizada, considerando idade, tempo de infertilidade, exames e objetivos reprodutivos do casal.
O diagnóstico precoce faz diferença. Conte com o Fivmed nesse processo!
Por fim, é preciso considerar que receber o diagnóstico de infertilidade secundária pode gerar sentimentos de culpa, insegurança e frustração, principalmente quando existe a expectativa de que uma nova gravidez aconteça naturalmente.
É importante lembrar, porém, que essa condição é relativamente frequente e possui diferentes possibilidades de investigação e tratamento.
Sendo assim, buscar ajuda especializada no momento certo permite compreender as causas da dificuldade para engravidar e construir um plano terapêutico adequado para cada história.
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