De acordo com os dados recentes do INCA (Instituto Nacional de Câncer), estima-se que ocorrem cerca de 59.700 diagnósticos de câncer de mama no Brasil por ano.

Os dados alarmantes posicionam a neoplasia como a segunda que mais acomete mulheres em todo o mundo. Diante da realidade, a melhor medida continua sendo a prevenção.

É isso que impulsiona o Outubro Rosa, um mês dedicado à divulgação de informações sobre os direitos e a importância de olhar com atenção para a saúde da mulher.

Mais do que levantar dados, a campanha visa garantir às mulheres atendimento, assistência médica e suporte emocional. Garantindo prevenção, diagnóstico e tratamento de qualidade.

O que é o Outubro Rosa?

O Outubro Rosa é uma campanha mundial realizada anualmente no mês de outubro, busca a conscientização das mulheres a respeito da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade.

Durante o mês de outubro, diversas instituições, tanto públicas quanto privadas, disponibilizam exames gratuitos ou com preço reduzido, a fim de encorajar as mulheres a realizar esses exames e tratar qualquer problema encontrado precocemente, visto que, nos estágios iniciais, o câncer de mama é assintomático e tende a responder muito bem aos tratamentos.

O Objetivo

O Outubro Rosa tem como objetivo principal conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, que tem altas chances de cura quando descoberto cedo. Infelizmente, mesmo assim, grande parte dos diagnósticos acabam sendo tardios.

Embora seja focado no câncer de mama, muitas instituições aproveitam o mês também para falar sobre outras neoplasias que podem ocorrer no aparelho reprodutor feminino, como por exemplo o câncer de ovário ou do colo do útero.

História

O Outubro Rosa não foi exatamente instituído por uma pessoa, pois no fim do século XX, alguns estados americanos promoviam ações isoladas de conscientização sobre a doença.

Aos poucos, as iniciativas foram amplificadas e ganharam visibilidade, até o Congresso Americano oficializar outubro como o mês nacional de prevenção ao câncer de mama.

Em 1982, inicia-se o instituto Susan G. Komen Breast Cancer Foundationfundado por Nancy Brinker com o objetivo de promover estudos e disseminar informações sobre o câncer de mama.

Em 1983, pretendendo dar mais visibilidade à importância do projeto e do tema, além de tentar arrecadar fundos para pesquisas, o instituto promoveu a primeira “Caminhada pela Vida”, em Dallas. O evento contou com cerca de 800 participantes e marcou o início de uma ação que ganharia dimensões mundiais.

Alguns anos depois, em 1991, as tão famosas fitas rosas foram distribuídas a todas e todos os participantes da Caminhada pela Vida, em Nova York, tornando o laço cor-de-rosa o símbolo oficial da campanha.

Desde então, a instituição todo ano promove corridas em prol da luta contra o câncer de mama, mas a história do laço rosa só veio em 1997: a fim de sensibilizar a população, as cidades eram enfeitadas com laços cor de rosa em locais públicos e durante eventos.

No Brasil, a primeira ação do Outubro Rosa aconteceu em 2002, no parque Ibirapuera, em São Paulo. O Obelisco Mausoléu ao Soldado Constitucionalista, mais conhecido como Obelisco do Ibirapuera, foi iluminado de rosa por um grupo de mulheres simpatizantes com a causa.

A partir de 2008, as ações foram se tornando cada vez mais frequentes. Várias entidades relacionadas ao câncer de mama passaram a iluminar monumentos e prédios de rosa, deixando clara a mensagem: é preciso se prevenir.

O câncer de mama

Sendo o 2º câncer que mais atinge as mulheres no Brasil e no mundo, de acordo com o (INCA), o câncer de mama é uma neoplasia maligna que acomete o tecido mamário.

Ele aparece quando há uma mutação genética em alguma célula, que causa a multiplicação desenfreada de células anormais. Tal multiplicação forma um tumor que pode crescer de maneira lenta ou rápida.

Alguns fatores podem influenciar as chances de desenvolver o câncer, como ter menstruado antes dos 12 anos de idade, não ter filhos, ter engravidado pela primeira vez após os 30 anos, não ter amamentado, ter feito reposição hormonal, entre outros.

Há, ainda, fatores ambientais, genéticos e de estilo de vida, como a obesidade após a menopausa, a exposição frequente à radiação, sedentarismo, consumo exagerado de bebidas alcoólicas e casos na família.

Para que haja maiores chances de cura, o tumor deve ser identificado precocemente. Exames como a mamografia, devem ser feitos frequentemente a partir dos 50 anos e são imprescindíveis para a descoberta de um câncer que pode ser tratado rapidamente.

Como prevenir?

Na maioria das vezes, o câncer pode ser detectado em suas fases iniciais, antes mesmo de apresentar qualquer sintoma. Isso porque existem exames como a mamografia, que utiliza a radiação para conseguir criar imagens de dentro da mama, podendo revelar a presença de tumores ainda muito pequenos.

A maior parte das mulheres acabam descobrindo o câncer sozinha, através do autoexame, que consiste em apalpar as mamas e as regiões próximas à procura de algum caroço.

No entanto, ele só serve quando o câncer já está mais avançado, enquanto a mamografia consegue detectar tumores menores que 1 centímetro (em estágio inicial), o caroço só pode ser percebido no autoexame quanto atinge 2 centímetros, diminuindo as chances de cura.

Por isso, o autoexame não dispensa a mamografia, que é uma radiografia das mamas capaz de detectar alterações precoces. O exame realizado como método preventivo deve ser feito a cada 2 anos por todas as mulheres entre 50 e 69 anos de idade.

Se houver alguma suspeita ou alteração no tecido mamário identificada pelo médico, a paciente deve realizar uma mamografia diagnóstica, a fim de aprofundar a investigação do quadro, mas somente exames laboratoriais (histopatologia) podem atestar o câncer. Mulheres que se encaixem entre os grupos de risco, podem necessitar a realização do exame com mais frequência.